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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
AMAR
O meu poema favorito de Florbela Espanca... Amo...
"Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais este e aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar."
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Florbela Espanca
Cordeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Cordeiro - RJ, Brasil
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
DECODIFICANDO-SE? (II)
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!"
Florbela Espanca (1894 — 1930)
Florbela Espanca, batizada com o nome Flor Bela Lobo, foi uma poetisa portuguesa. Florbela viveu durante trinta e seis anos, transformado seus dilemas de vida em poesias, cheias de erotização e feminilidade. Também foi a grande precursora do movimento feminista em Portugal.
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